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Estreia e temporada - Film Noir




Film Noir - narrativas negras sobre rupturas na ordem das coisas é o mais recente projecto do NNT, que nos leva a viajar pelo universo do género cinematográfico da década dos anos quarenta e cinquenta do século XX, o film noir. Pretendemos a partir dos nossos corpos dar vida a femme-fatales, a heróis que afinal são anti-heróis, a personagem misteriosas e a retornar (sempre) ao glamour retratado nas películas. Durante o processo fomos assaltados por várias questões:

Qual a razão da infelicidade de quem parece absolutamente feliz?
Qual o motivo que leva alguém a tornar-se obsessivo? Especialmente pela morte de quem escolheu para partilhar a vida?

Como pode um jogo de olhares ter um final tão intenso, ao ponto de nos levar à ilusão?
Qual a derradeira razão para não se desistir do que sabemos que não é correcto? Porque o fazemos?
Porque confiamos em aparentes estranhos, colocando nas suas mãos as decisões das nossas vidas?

Estas, ainda nos assolam...



Às vezes, ainda que mascarados, nós estamos de facto a falar sobre nós próprios e não sobre a Barbara Stanwyck ou o Robert Mitchum, ou o Humphrey Bogart. Às vezes, a franja da Barbara Stanwyck foi só um pretexto. Às vezes, a dor dos heróis do noir é difícil de aguentar, parece que queremos ir lá e consolá-los e dizer-lhes que mesmo que ninguém acredite neles, nós acreditamos – nós sabemos a verdade. Às vezes neste nosso Film Noir nós somos eles a tentarem provar a sua inocência face a todas as evidências em contrário, e eles são nós a tentarmos sobreviver às pequenas rupturas na nossa ordem das coisas – todos os dias, caramba, todos os dias.

por Joana Craveiro

Sinopse:
Inspirando-se livremente no género 'film noir', o NNT leva à cena uma criação que reflecte acerca da desordem que um acontecimento banal lança na ordem das coisas, já de si tão frágil, no também frágil papel dos anti-heróis no meio disto tudo, na catástrofe interior em que muitas vezes habitamos, apanhando os restos de nós do chão e nem nos preocupando em disfarçar, em esconder os restos do crime; nas mãos trementes com que apontamos as armas aos outros, já sem convicção, sem coragem e sem meios para continuar por ali - exacto, por aquele caminho que escolhemos já nem sabemos porquê. Film Noir desenvolve-se a partir de sensações, de impressões, de imagens a preto e branco com vultos de costas, nevoeiro, noites, uma cidade qualquer - todas as cidades; situa-se exactamente no sítio onde nos sentimos a perder de vista o que inicialmente nos conduziu até ali, quando olhamos para os que em tempos amámos e não os reconhecemos, nem nos reconhecemos neles, quando os óculos escuros já não chegam para disfarçar as noites mal dormidas (os remorsos?), a dificuldade em enfrentar os dias de sol, em continuar mais um passo nem que seja por cinco minutos. É uma peça que procura desesperadamente encontrar a esperança nos finais infelizes - e nos felizes também.

por Joana Craveiro

Ficha técnica:
Direcção Joana Craveiro
Textos Joana Craveiro, NNT
Espaço Cénico Joana Craveiro
Intérpretes
Andreia Botelho, Elói Barros, Joana Mendes, João Frias, Lia Silva, Mariana Queiroz, Marta Vieira, Teresa Meira, Tiago Varanda
Dramaturgia Joana Craveiro
Figurinos NNT
Fotografia Alexandre Sousa
Grafismo Teresa Serrano
Luz NNT
Cenografia NNT
Música NNT
Vídeo NNT
Produção executiva NNT



Espectáculos
Estreia - dia 16 de Maio de 2011, integrado no Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa (FATAL), no espaço 3.21, na Lx Factory (Alcântara).
Entrada na estreia: 5€.

Para o dia da estreia as reservas devem ser feitas para fatal@reitoria.ul.pt


16, 21 e 28 de Maio às 21h e às 23h;
19, 20, 26 e 27 de Maio às 21h30.


Exibições Privadas com lugares limitados. Reservas para nntfilmnoir@gmail.com até 24h antes do espectáculo.

15 A 20 LUGARES POR ESPECTÁCULO

Entrada
Pequenos gangsters - 4€
Heróis misteriosos e mulheres à beira de um ataque de nervos - 6€
Anti-heróis e mulheres fatais - 10€











2 comentários:

Samuel Giacomelli disse...

Massa, Galera Lusitana!
Merda a todos!
Saudades!
Grande Beijo

EB disse...

;)
Abraço!